quinta-feira, 10 de julho de 2008

Cadê a Razão?!


Viado que história é essa?
To mentindo em meus escritos,
To esquecendo de contar meus mitos,
To falando do vazio,
To decifrando meu escaninho,
To mentindo para o Menininho,
To rindo sozinho,
To me drogando com minha mente doentia,
Estou...
To esquecendo do verbo,
To crendo no incrédulo,
To chantageando professor,
To me matando por falta de amor,
To me masturbando sem tesão,
To jogando bituca de cigarro no chão,
Estou...
Viado que história é essa?!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Carta Capciosa

Naquela tarde de inverno, ela se colocava a debulhar palavras contidas em tintas sobre o papel.
Chorava como uma rosa pela manhã quando escorre orvalhos matutinos,
Ela tentava disfarçar todo aquele rancor que morava dentro do seu cérebro pecaminoso.
Olhava para o relógio e imaginava a hora parada, mas era desperdício de imaginação faze-lo.
Releu as palavras dele e respirou fundo, debruçou-se sobre a mesa e prosseguiu com seu discurso, na mente dela só ecoavam aquelas cinco últimas palavras que a fazia morder os lábios e engolir seu choro, ela travava as lágrimas que teimosamente escorriam sobre suas bochechas.
- “Sinto muito, mas Eu não te amo mais”.
Ela não sabia mais o que pensar, havia imaginado o quão filho da puta ele era, nem para marcar pessoalmente ele teve coragem.
Mas ao mesmo tempo ela ria com um lacrimejar nos olhos e raciocinava que assim era melhor.
Ela escreveu umas dez cartas, e assim que acabava ela tomava o outro envelope em suas mãos, e a carta que acabara de escrever era rasgada e assim sucessivamente. Ela passou a tarde toda escrevendo e reescrevendo toda aquela baboseira, fingia-se forte em algumas cartas, em outras era pura emoção.
Ao anoitecer, ela tomava um envelope que estava dentro da gaveta do seu guarda-roupa, guardou dentro deste envelope a carta que tinha escrito naquele instante. Olhou para o envelope grande que segurava em suas mãos, sorriu, com o sorriso pertinente a uma menina de 14 anos.
Abriu o envelope e colocou o conteúdo dele em um outro envelope cor parda.
Saiu escondida de casa, foi até a agência dos correios que naquela hora se encontrava fechada, com seu envelope selado, depositou na caixa que fica do lado de fora da agência.
Saiu dali como quem já tem um plano, maldito, plano maldito.
Voltou para casa, pegou um tanque de gasolina que seu pai tinha guardado na garagem, se banhou com aquela gasolina, em seguida ateou fogo em si...As chamas brincavam no corpo dela. Até que os movimentos cessassem, e o corpo deixasse de ter vida...
Quando o rapaz recebeu a carta estava tão complexado sentia-se culpado pela morte da menina que, olhava para a carta que havia sido entregue pelo correio, ele se assustou, o tamanho do envelope era grande, ele não o abriu, mas também não o rasgou.
[...]
Quase um ano depois, o tal menino, remexendo em tralhas velhas, achou aquele envelope, sentiu novamente o sentimento de culpa que sentira há quase um ano atrás, mas resolveu abrir aquele envelope de vez.
Ao abrir ele arregalou seus olhos como um gato que tem seu rabo pisado, tomou a carta em suas mãos, e começou a ler.
“ Nunca te pedi que me amasse, tampouco que fosse eterno, não fiz o que fiz por você, mas eu precisava de dinheiro e de você para executar meu plano. Meus pais jamais poderiam saber o que houve, espero que guarde segredo.
Ps.: Não deixe de fazer o exame também!"

Sistemáticamente Padronizados

Aprendiz do sistema contra o sistema- I


-Vamos falar mal do sistema, em um enigma sistematizador.
-Padronizado, não...?!
-Mas se as pessoas que fazem o sistema, pq o sistema faz as pessoas má?!
-Pq as pessoas são más!
-Deixemos de lado a ladainha.
-Vamos marcar a revolução p semana que vem.
-Vamos fazer a revolução, como?
-Com a classe operária
-Porra que classe?! Não existe mais sindicatos.
-PQP! Mas quem disse que a revolução será feita por eles e para eles?
-E não é?
-Ah! esses jovens socialistas, tsc!
-Filho, o homem e sua sociedade se assemelha com uma colméia de abelhas. ALguns sempre serão operários que, trabalhararão para o sustento e sobrevivência da Rainha. Precisamos de uma hierarquia, foi assim desde o principio, não há de mudar. Somos os esclarecidos, com nossa consiência conscientizadora o traremos para o nosso lado.
-Mas se os traremos para o nosso lado, ganharemos e é hora de termos igualdade social, não é por isso que lutamos?!
-É, extamente por isso que lutamos, mas só lutamos por isso enquanto não estivermos no poder.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Histeria Adolescente

Entrei pela minha porta
Com minhas risadas nada discretas
Deixei de pular as janelas
[...]
Não aguento mais essas meninas
Que cismam que são meninas
Será que alguém me entende?!
Não há meninos, não há meninas!
idéias, que são vazias.
Vadias...!
Todas as Putas
Me deixam menos puta
Do que essas moças
Que fingem, sem se tocar
Que ao me tocar, eu encontro meu lugar
Não há covardia
Há uma pequena lembrança da infância
Que pula de galho em galho
Joga bola com salto alto
Agora fazem das virtudes um fracasso
Vadias...!
Meninas, odeio vc's

sábado, 5 de julho de 2008

No Vazio


Não há nada além do que meus desejos ultrapassem
Quando morrer e essa carne apodrecer o que iremos ser?
Não há luz além do túnel da ilusão
Alguém toque em meus dedos
Para me fazer alcançar o tão inalcansável desejo do eterno
Cade os beijos dele?
Os lábios frios do descontentamento
Existencialismo vazio
Eu não sei mais onde prosseguir esses versos.
Calada num grito de ôôô
Nada de reiniciar tudo agora
Seguir o mesmo ritmo,
Até q o fim tome seu ritmo sozinho
Ele saberá quando se calar!
Numa constante disritmica.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Acabou a Frescura

Chega de poesia
Vou rasgar na ironia
To a fim de debochar
Da sua falta de amor desmedida
Quero sexo sem pênis e sem bucetas
Chega de medir palavras
Joga essa pseudo inocencia na privada
Dá descarga!
Deixa essa merda rodar
Joga essas flores pela janela
Deixa imperar o sussurro dela
Duvido poesia mais bela!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Sem lógica




Tua ignorância embriagante

Como perfume doce e enjoado do seu pescoço.

Pára de me julgar porque eu vivo separando

sujeito de predicado, por vírgula.

Deixa o sujeito livre.

Deixa a merda da métrica pra lá

Quem se importa?

No final as pessoas sempre dizem que querem é ser tocadas.

Não tocarei ninguém pela minha métrica perfeita.

Deixa de frescura, garota!

Deixa de ser garota!

Seja você livre, não se importe em que corpo você está.

Você é espírito, espíritos são livres

Não se importam com o que dizem e pensam os idolatras.

Seja livre e deixe meu sujeito livre também!


quinta-feira, 26 de junho de 2008

Ao menino da Blusa Amarela


Menino de blusa amarela

Quando passas me congela

Sei que saiu dessa rota

Mas vive passando na minha porta

Sou louca para te dar mole

Mas sua desinibição me engole

Dia desses sorriu para mim

Lá da esquina.

Se me perguntas se senti sua falta

Fico vermelha e meu desejo me engasga

Menino da blusa amarela

Volte para essa rota

Entre pela minha porta

Me pergunte se senti sua falta

Me empurre todas as suas tralhas.

Porém,

Se me desejar não te interessa

Não volte, nem olhe mais pela janela

Pois o menino da blusa verde, vai passar!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Alma Desnuda


O meu reflexo me diz que:

Eis um lado teu que não conheço

e se um dia conhecer não sei se continuarei apaixonada por ti!

A minha alma é construída de contradições,

não há nada que seja verdade,

não há nada que seja mentira.

É tudo fato de atitudes desmedidas.

Merecimento ou meritocracia,

assim é Nycinha confusa e confundida!

Amantes


I Ato

Eis o amante que necessita amar

O Sexo supera as necessidades carnais

As mãos se tocam, escorrem-se como água

Puras mãos tocando o corpo que corta e desemboca

Lábios em seios, respiração ofegante.

Os olhos pedem e insitam o ponto certo

Onde estará o ponto G

Deixemos de mistério

O solo da guitarra, é tão frenético quanto os gemidos dela.

O silêncio das ruas

Parecem querer ouvir o que se passa no quarto

Os móveis são coadjuvantes de todo o ato

A cama faz apenas participação especial, com seu ranger.

[...]

II Ato

[...]

-Ejaculação...Gozo...Ápse.

[...]

sábado, 21 de junho de 2008

Vendo!

Vendo almas...
Vendo almas pequenas
vendo almas mediocres
vendo almas de pessoas
vendo gente que goza com consolo político
vendo gente de toda cor
vendo gente grande no tamanho, e pequena na alma
vendo gente sem alma
vendo alma que não tem ninguém ainda
vendo...
Vendo o que é vendável
Vendo o que não tem preço
Vendo...
Vendo,

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Antítese Amorosa!

Eu sou o contrário de mim
Tenho aversão ao que me repele e ao que me atrai
Existo para ter o que eu quero
E o que eu quero é quere-lo
E se eu quero, eu tenho
Do meu jeito, modo e circunstância
Não brinca comigo meu bem
Sou de touro com ascendente em leão
Tenho fogo e terra nas mãos
Se eu te amo também te odeio
Tenho a razão na mão
Coração no lado esquerdo do peito
O meu lichir é seu veneno
Morra querido, que farei para ti um belo enterro!

domingo, 11 de maio de 2008

NADA MAIS




Não sei mais...
É de carne e de vontade
O saber já não mais me abate
Me bate na face o desespero
De descompreender,
O compreensível,
De forma incompreendida.
Não tenho vocação para me importar
Não me sinto a vontade neste tal lugar.
Não preciso a todo instante falar,
O que me importa é poder sempre rimar
Rimo, sem rima métrica,
Sem classe de poeta.
Despeço-me da velha senhora
Que a pouco foi-se embora
Ela sempre tão neurótica
Me faz abandonar o medo.
Eu perdi meus segredos
Esqueci de calar os dedos
Sem saber que era só eu e o teclado e todo mundo.
Mudo muda, calada de angustia
Que sufoca minha escuta interior
Não sei mais rimar
Vou por aqui parar
Antes que as coisas saiam do lugar.


•Nyh!-Angel•

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Incógnita


És anjo tentador que beira a perdição
Não sei se tens nome mas creio ser um anjo pagão
Acredito ser filho de Pitágoras ou Galileu
Talvez seja filho de minha imaginação
Brinca de me olhar e me intimida
És mais anjo que eu
Seus cachos me invadem e não sei se serás meu
Incendeia com sua fumaça o meu imaginário
Nos meus sonhos penetras, sem se importar com o cenário.
Paixão inocente, platónica que me satisfaz
És diferente de todos os rapazes
Me encanta seus passos, solitário, pelas rampas
Te espero, só para ter um olhar a cada semana
Quarta feira te verei e só quero renovar minhas lembranças
Querubim não és mais, mas fez nascer a criança que adormecia em mim
Não preciso nem te tocar apenas te ver já tá bom para mim!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

FELICIDADE

VOU ESPERAR MEU AMOR
NA JANELA DO ABISMO
QUANDO EU O ENCONTRAR
IREI ME LANÇAR
NÃO QUERO SOMBRA
NÃO QUERO SILÊNCIO
QUERO A BRISA DO VENTO
UM CHÃO ONDE HÁ ECLIPSE
ONDE O SOL E A LUA NÃO EXISTEM
QUERO A FRAQUEZA DOS TOLOS
O CONSUMO DOS BABACAS
A ESQUISITISSE DOS IDOLATRAS
VOU DAR UM ADEUS A FRIEZA
ESQUECER A BAIXEZA
VOU SER RAINHA E PRINCESA
VOU LARGAR O CIGARRO
QUEIMAR O EMBAÇO
EMBALAR O LIRISMO
COMER FOLHAS DE SETICISMO
PASSAR A CRER NO INVISÍVEL
ENFIM VOU SER FELIZ!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Dogma

Eu posso tocar o primeiro céu com 3 acordes
E quem vai me dizer que eu to errada?
Eles dizem ter espírito,
Eu tenho alma.
Eles obedecem um escravocrata
Eu obedeço meus desejos.
Eles dizem ter os pés em chamas
Eu tenho desejos em brasas
O que é mais sincero?
A minha auto gestão?
Ou a sua falsa submissão?
Eu grito...
Eu me livro...
Eu amo...
Eu odeio...
E quem vai me dizer que eu sou a errada?
Não to ouvindo o mesmo som, do mesmo acorde
O que eu posso fazer?
Correr?
Que nada eu quero ficar e ver.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Poesia Desconexa

Poesias são para os fracos
Que pensam refugiar-se
Nas palavras desconexas
Desconectam o sentido.

Teorias Livrescas

Com os relacionamentos não aprendi nada
Só com os livros que li
Me reinvento, me viro do avesso
Me penaliso com sua lástima do fim
Mas findado está.
Me dói, cada nota de DÒ dessa canção q ouço
quando me faz te ouvir, cortam meus olhos.
Não há lágrimas em mim,
Há apenas compaixão que sem paixão
Só age por razão.
Não há niilismo,
Não há lirismo.
Não há versos na suas palavras
Há tudo menos poesia,
Poesia que meus olhos se recusam a enxergar.
Cego, não há amor em mim,
Só teorias e conspirações!

sábado, 3 de maio de 2008

Necessára Insistência

Que necessidade é essa?
Que me contesta,
se manifesta no momento solitário.
Não faz sentido, se eu insisto.
Na sua insistência em me querer,
Tenta me convencer que és o melhor para mim.
Não percebeu que sou uma pessoa má,
não sirvo para ser par.
Mas necessito da necessidade ilusionária,
quem me sufoca e me afaga.
Me conserta e me testa,
me lança e me puxa.
Se me beija não me tenta, mas me tenta em tentar.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

No alto do morro:
há uma igreja,
há um Deus,
há um pão.

No centro desse lugar
É onde eu quero me encontrar
Já perdi as contas de contar
Quantos meninos vi passar
Pedindo esmolas a turvar
A imagem linda que tinha desse lugar.

No baixo do morro:
há uma praia,
há um túnel,
há um metrô.

Que separa a distância
Que domina a instância
Me mantendo, me envolvendo
[.........]