quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Onde mora Jesus

Jesus Cristo mora no céu azul bebê....
Eu acredito que é verdade,
Porque no céu azul escuro, tem muita violência!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Sol das 19:00h

O verão tem um cheiro tão peculiar, tão singular....
O vento que bate na gente, querendo nos levar para outra dimensão.
É a noite que tem preguiça de chegarAdicionar imagemÉ o trabalho que sempre pede para esperar.

É de um brilho que sempre impede o medo de chegar... muito perto
Um tal funk que batuca no ouvido da gente.
Se um dia eu morrer, não quero morrer no verão.
Não me perdoaria jamais morrer em um dia de sol.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sangue feminino.





Dizem que o que escrevo não é arte, pois em meu embate há muito sangue sendo bombeado. Talvez sim. Seja mesmo sangue desperdiçado, que jorra entusiasmado, apenas com vontade e por vontade de sujar-te. Não, não necessariamente vai atingir-te...pois a fraqueza das palavras existe, junto com a autora também coincide. Essa aqui que vos escreve tem muito sangue ainda para desperdiçar. Se a arte está na morte...que um dia eu me reporte ao recôncavo da mão que leva a foice. Talvez. Mas não me encanto por esses lances, gosto mais de exalar suor, frio e gelado depois de uma noite de cansaço, para ver se me atenho ao que sou. Pura vaidade, disritmia, construção sem milimetria. Coisas da minha alma não tão feminina!
Se não te sujo, peço-lhe desculpa pelo tempo desperdiçado...mas meu sangue continuará a ser jorrado.



quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Outra


To com dor,
Rancor,
Tristeza...
Não vou chorar, porque é fraqueza
Quem me ensinou a deixar lágrimas escorrerem, se afastou de mim.
Porra!
Nem xingar em poesias eu xingo...
Mas preciso.
Tenho que esvair a dor.
Na minha tristeza me quedo doce
Só para disfarçar o gosto amargo do féu que engoli.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Silêncio Estrondoso


Há um espaço silencioso, promovedor de milagres,

Chega devagar e move lástimas.

Cura a fé inabalada.

Recolhe os cacos de uma alma quebrada.

Esconde os maiores medos.

Sugere que eu me cale em recalque.

E assim me mantenho, seguindo,

Até cair neste espaço que chacoalha meu espírito.

Onde meu medo acorda.

Não me deixa em paz,

Até que eu possa encontrar o espaço silencioso novamente.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Estrela Cadente


Só uma estrela cadente...

Em todas as estações vividas, apenas uma.

366 dias e apenas uma estrela cadente.

Um pedido apenas, feito ao céu...

Um movimento de translação inteiro, e só uma vez.

Tantas estrelas poderiam ter brincado de riscar o céu perante mim

Mas só ela o fez.

Pior que eu nem a esperava,

Estava lá, jogada na calçada de bobeira

Nem dava atenção ao céu direito

E seu riscar me chamou,

"faça um pedido" pensei rápido.

Até fiz, mas nem adiantou, talvez se eu tivesse visto duas ou três,

Tivesse surtido efeito.

Mas só foi uma estrela, uma única estrela cadente.

Um ano inteiro esperando algo do céu,

E só uma estrela.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Mijo de anjo.

Bebi o mijo dos anjos,
Até ficar feliz.
Mas emoção não é que quero passar,
Tô com preguiça,
Com preguiça de chorar.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

L'alma

Sucateada alma,

Chora em silêncio.

Paralisada em meio ao ser constante que a sustenta,

Acredita que é capaz de alcançar a inocência,

Chora calada.

Escondendo a própria dor.

Sorri porque é mais fácil,

Não precisa dar satisfação.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

NÃO RIMA...

Rimar só para elevar tua estima?
Conhecedor de palavras perdidas.
Julga-te o furnicador das letras?
Faça-se pares e encontrarás a tua réplica perfeita.
Rimar que nada...
Prefiro calçada e cachaça.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sem padrão


Não to aqui para rimar,

Isso tá fora de moda.

Na teia


Sai de cima,
Me esquece,
Pois só assim me dominas.
Chuta a pedra,
Mas me erra,
Pois só assim me acertas.
Não me liga,
me engana,
Pois só assim me encanta.
Não me procura,
Me expulsa,
Pois só assim um dia a gente luta.
Representa,
Me deixa na teia,
Pois só assim um dia a gente ganha.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Rio de Janeiro


Feita de pó e asfalto

No morro encontro o meu espaço

Na ladeira insana, que emana fúria e samba.

Faz chorar o meu cavaco e a mãe que vê o filho cortado em pedaços.

Chora parada em meio ao caos,

É tiro o que vem da calçada.

Corre!
Vem do morro...!

A desordem imperial, faz reinar o império canibal.

Sangue e destreza, eis o Cristo de braços abertos sobre o Apocalipse,

É o rio secando.

É a chuva passando.

Não quero me molhar.

Contra-a-mão



Em todo reflexo, enxergo meu olho esquerdo.

Todo dia acordo com meu travesseiro.

Todos os passos dados no meio da multidão.

Levam meu consciente inconscientemente para a contra-mão.

Fotos, rostos talhados.

Mantenho meu corpo fechado.

Reze por mim, que eu rezo por ti.

Faz tanto tempo que não choro

que nem me lembro mais do gosto da lágrima.

É de sal ou de água?!

Não lembro se é quente ou se é gelada.


Poeira


Ei de virar poeira e pó
No reflexo busco a imagem
Na intenção de conhecer-me melhor.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Besteira

Lava essa cara,
me conta uma piada,
será que ainda lembra?!
Me acorda de madrugada,
nesta cama incendiada pelo fogo que ainda queima.
Só mais um trago no cigarro e depois lançamo-nos no orgasmo...
Essas mentiras que nos agradam, e que a gente adora contar.
Diz que me ama...que eu minto também
Deixa o sol aparecer pela manhã...me leva no porta para eu me pôr.
Agora ponha-se daqui para fora...
E não se esqueça de me mandar fechar a porta.
E troca a fechadura caso eu tenha roubado a chave.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Cazulo

Minha poesia está fraca, estou sem palavras...
Inspiração me falta e a respiração me afaga.
Chega de choques...
Pára-choques culturais
Minha dividas e dúvidas acumulam-se
Amanhã ainda é dia...
Regar as plantas com água limpa,
Alimentar o gato, o cão, os pássaros e o filho da mulher.