quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Estrela Cadente


Só uma estrela cadente...

Em todas as estações vividas, apenas uma.

366 dias e apenas uma estrela cadente.

Um pedido apenas, feito ao céu...

Um movimento de translação inteiro, e só uma vez.

Tantas estrelas poderiam ter brincado de riscar o céu perante mim

Mas só ela o fez.

Pior que eu nem a esperava,

Estava lá, jogada na calçada de bobeira

Nem dava atenção ao céu direito

E seu riscar me chamou,

"faça um pedido" pensei rápido.

Até fiz, mas nem adiantou, talvez se eu tivesse visto duas ou três,

Tivesse surtido efeito.

Mas só foi uma estrela, uma única estrela cadente.

Um ano inteiro esperando algo do céu,

E só uma estrela.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Mijo de anjo.

Bebi o mijo dos anjos,
Até ficar feliz.
Mas emoção não é que quero passar,
Tô com preguiça,
Com preguiça de chorar.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

L'alma

Sucateada alma,

Chora em silêncio.

Paralisada em meio ao ser constante que a sustenta,

Acredita que é capaz de alcançar a inocência,

Chora calada.

Escondendo a própria dor.

Sorri porque é mais fácil,

Não precisa dar satisfação.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

NÃO RIMA...

Rimar só para elevar tua estima?
Conhecedor de palavras perdidas.
Julga-te o furnicador das letras?
Faça-se pares e encontrarás a tua réplica perfeita.
Rimar que nada...
Prefiro calçada e cachaça.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sem padrão


Não to aqui para rimar,

Isso tá fora de moda.

Na teia


Sai de cima,
Me esquece,
Pois só assim me dominas.
Chuta a pedra,
Mas me erra,
Pois só assim me acertas.
Não me liga,
me engana,
Pois só assim me encanta.
Não me procura,
Me expulsa,
Pois só assim um dia a gente luta.
Representa,
Me deixa na teia,
Pois só assim um dia a gente ganha.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Rio de Janeiro


Feita de pó e asfalto

No morro encontro o meu espaço

Na ladeira insana, que emana fúria e samba.

Faz chorar o meu cavaco e a mãe que vê o filho cortado em pedaços.

Chora parada em meio ao caos,

É tiro o que vem da calçada.

Corre!
Vem do morro...!

A desordem imperial, faz reinar o império canibal.

Sangue e destreza, eis o Cristo de braços abertos sobre o Apocalipse,

É o rio secando.

É a chuva passando.

Não quero me molhar.

Contra-a-mão



Em todo reflexo, enxergo meu olho esquerdo.

Todo dia acordo com meu travesseiro.

Todos os passos dados no meio da multidão.

Levam meu consciente inconscientemente para a contra-mão.

Fotos, rostos talhados.

Mantenho meu corpo fechado.

Reze por mim, que eu rezo por ti.

Faz tanto tempo que não choro

que nem me lembro mais do gosto da lágrima.

É de sal ou de água?!

Não lembro se é quente ou se é gelada.


Poeira


Ei de virar poeira e pó
No reflexo busco a imagem
Na intenção de conhecer-me melhor.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Besteira

Lava essa cara,
me conta uma piada,
será que ainda lembra?!
Me acorda de madrugada,
nesta cama incendiada pelo fogo que ainda queima.
Só mais um trago no cigarro e depois lançamo-nos no orgasmo...
Essas mentiras que nos agradam, e que a gente adora contar.
Diz que me ama...que eu minto também
Deixa o sol aparecer pela manhã...me leva no porta para eu me pôr.
Agora ponha-se daqui para fora...
E não se esqueça de me mandar fechar a porta.
E troca a fechadura caso eu tenha roubado a chave.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Cazulo

Minha poesia está fraca, estou sem palavras...
Inspiração me falta e a respiração me afaga.
Chega de choques...
Pára-choques culturais
Minha dividas e dúvidas acumulam-se
Amanhã ainda é dia...
Regar as plantas com água limpa,
Alimentar o gato, o cão, os pássaros e o filho da mulher.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sozinha


Meu cabelo bate no pescoço

Parece inseto, me assusto.

E nada mais é que, parte de mim.

Meu coração não sabe mais sentir, nunca soube.

Deixa pra lá...Nada passa de nada...

Vou dar as mãos ao certo, só para fazer o incerto se morder de raiva.


E os dois que se matem.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Bem vindo Amor!

Deixa eu escolher o chão que você pisa,
Deixa eu ser a expressão que te domina.
Num papel de cigarro descrevo o que eu não sei...
Sei que não sou flor, tampouco espada.
Sei que não sou anjo, afinal não tenho asas...

Eu passaria fome, só para você me comer com vontade.

Conheceria seus defeitos,
Só para descobrir que sua verdade é a errada.
Destruiria o seu discruso só para te dominar...
Segue sua estrada que eu sigo minha rodovia.
Não gosto de olhar para trás...mas, se for preciso a gente volta,
Só para tacar fogo no que restou.

Bem vindo meu amor.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

No Porão

Há uma linha paralela entre meu coração e o resto do meu corpo.
Onde há o lado sentimental não há vida inteligente.
Onde há o lado racional não há vida.
O que seria eu?
Se eu não o fosse?
Mentiras semeadas no meio de uma plantação de melancia.
Um mergulho perante a inocência de um anjo.
Parando os soldados da guerra, ei de me lançar para fazer a revolução
Preso nos conceitos paradoxais para que tenha sentido os meus atos.
Um nacionalismo interno, lutando pelos heróis que já fui.
Nesta mesquinhes, haja motivações para me motivar a ser.
Àquilo que meu coração tem medo que seja...

Mente Para o Ar


Como posso me apaixonar por você?
Não sei nada a seu respeito,
não sei qual seu time, não sei sua música favorita,
não sei qual refrigerante você tomaria com pipoca,
não sei como você prefere a água do seu banho,
não sei como vc vai rir das minhas piadas.
Como posso ter me apaixonado por você?
Não sei se você vai morar comigo na comunidade hippie que criaremos,
não sei quantos filhos vamos ter juntos,
não sei como vamos chamar nosso cão,
não sei como vc gosta do pão,
não sei nada sobre você.
Como posso querer estar com vc?
Não sei se você gosta de cinema,
não sei se você vai gostar do jeito que eu vou te acordar,
não sei como você vai me beijar depois de uma discussão,
não sei como vai ser nosso amor,
não sei se você tem bom humor.
Como posso te querer?
Não sei nem quando passei a te querer...
Será que quando eu te ter você vai me querer?
Vai gostar da minha voz no seu ouvido,
vai gostar dos meus gemidos,
vai me ser todo ouvidos?
Ah... to me entretendo amando você.

domingo, 3 de agosto de 2008

Invenção Feminina


Má, cruel, vil e perversa

Não criou anticorpos para o suposto príncipe encantado...

Brinca de ser um ser encantado

Jogada em um lençol de neblina

Brincando de brincar com o tal amor

Mulher, bendita mulher que em meio às suas necessidades

criou esse tal amor.

Crueldade, usou de um sentimento para construir a sociedade...

Mulher metida a ser esperta

Criou o amor pra viver procurando o amado.

Amado, amante, constante sofrimento...

Em meio as palavras e palavrões,

Encontra falsas razões

Para procurar sem querer encontrar, a felicidade.

Nesse tal mundo encantado

Que ela criou, tudo graças a sua mais sacana invenção.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ao²


Vi a loucura de perto,

Ela passeava pelo caminho que eu pretendia cortar

Me cortou em dois, sem deixar meios para a junção.

Essa loucura não se vai

Não tem quem a aspire como pó.

Sulga essa tolice.

Tira essa embriagues de mim

Leva essa loucura que não me larga.

Me embaça o desejo de desejar...

Carne...sangue, cadáveres...

Adormecem dentro do subconsciente

Amanhã é dia do sol poente

Põe-se pra fora de mim,

Não há meios certos, onde a certeza me alcançará.